quarta-feira, 2 de julho de 2014

Prisão de Paulo e viagem a Roma

Olá caros blogueiros!
A postagem desta semana é um estudo sobre o que denominamos a "Viagem de Paulo a Roma" ou então a "4ª Viagem Missionária de Paulo".
Antes de continuar a leitura, veja a apresentação em prezi, que se segue:


Amigos, creio eu que para nossa melhor aprendizagem cabe dividirmos este último episódio - narrado pelo amigo pessoal de Paulo e médico, Lucas - da vida do apóstolo dos gentios. Dividiremos então em 3 (três) partes, que são:

1ª) Jerusalém - Acusação, julgamentos e prisão;
2ª) Viagem - A Viagem propriamente dita e suas agruras; e,
3ª) Roma - Discórdia com os Judeus, rumo aos gentios.

1ª PARTE - JERUSALÉM

A partir de 21:17, os escritos de atos nos descrevem a última estadia do apóstolo Paulo na cidade santa. Lembremos que o apóstolo sempre voltava a Jerusalém para comunicar aos demais apóstolos e a igreja o progresso e sucesso de suas viagens evangelísticas. Dessa vez não seria diferente, mesmo a profecia de Ágabo não o deteve de manter tal prática.
Certo dia, ele estava caminhando na cidade em companhia de um certo Trófimo (não judeu) e depois se dirige ao templo, sozinho, e lá é reconhecido por judeus residentes da Ásia que o reconheceram. Tais homens inventaram a falácia de que Trófimo tenha adentrado ao pátio dos judeus, o que era proibido. Insuflaram a massa contra Paulo que só sobreviveu graças aos soldados romanos que ali se encontravam.

O que segue é o que chamamos de "palavra de um contra a palavra de outro". Paulo procura se defender discursando a multidão falando provavelmente aramaico (ou hebraico). Depois é levado ao sinédrio onde se defende novamente.
Paulo é encaminhado para Cesáreia (cidade imperial), onde seria julgado pelos governadores romanos Félix e Festo e seria ouvido também pelo novo Rei Hedores Agripa II. Paulo apela para sua cidadania romana e solicita audiência com o imperador; com isso Festo determina sua prisão em definitivo e ida a Roma.

2ª PARTE - A VIAGEM

As viagens de navios atualmente não se comparam as realizadas em navios do século I d.C. Temos a visão romântica que o apóstolo passeava pelo convés do navio como o faria um passageiro de um transatlântico moderno. Contudo a realidade é outra. Ele provavelmente quando não se encontrava numa cela suja e abarrotada de outros presos, estava preso a enormes e pesados remos. Se você assistiu ao filme Bem Hur sabe o que estou falando. Só isso já é suficiente para nos dar uma ideia do sofrimento por ele passado.
Fora o sofrimento com a comida escassa e estragada, a falta de água e o remar exaustivo, nosso herói (pois é assim que vemos todos os homens "santos" da bíblia) sofreu com os intempéries do mar.
O fato do apóstolo ter escapado do naufrágio foi sem dúvidas o maior milagre de sua vida. Pense, ele não se alimentava direito, água nenhum pouco, seus músculos deviam estar estafados com as remadas quase que diárias; além disso, quase sempre os prisioneiros estavam presos a grossas correntes que impediam a livre movimentação dos membros.
Se você acreditar que estou a exagerar, leia algumas literaturas sobre a época, veja alguns desenhos e assista ao filme Bem Hur (este personagem também sofre um naufrágio).
Repito, Deus operou um milagre extraordinário na vida de Paulo, dos demais presos e de toda a tripulação do navio, ao preservar-lhes a vida.
Não vou me alongar muito nesta parte, porque creio que as lições mais importantes estão na próxima parte.

3ª PARTE - ROMA

Depois de tantas dificuldades na viagem, finalmente a bonança. Paulo terá que esperar para ter seu encontro com o imperador Nero, e ele não é homem de ficar parado. Aqui vem a primeira lição: A prisão não nos impede de viver, de plantar, de trabalhar. A muitos cristão que se deixam abater pelos fracassos, e se aprisionam em vidas medíocres. Basta! Não é porque perdeu alguém, ou seu filho é homossexual que você não pode mais aconselhar ninguém; ou, evangelizar ou adorar.
Nos primeiros meses Paulo procura se reunir com os judeus residentes em Roma e nos arredores e lhes explica a razão de sua prisão e também o evangelho propagado pela igreja. Os judeus ficam divididos, mas uma parte considerável despreza os ensinamentos do apóstolo. Segunda lição: Procure converter aqueles que estão perto. Temos a tendência de ver o próximo como as pessoas que estão próximas a nós mas não pertencem a nosso circulo familiar e de amizade. Ficamos muitas vezes amedrontados com a possibilidade de desagradá-los com o falar da Palavra. AMIGO, Jesus nos ensinou que primeiro em Jerusalém, ou seja, a tua casa! Pregue a palavra primeiro aos do seu circulo.
Porém os judeus o desprezaram, e o que fez o apóstolo? Clama sobre esses homens duros, a maldição profetizadas por Isaías e Jeremias, e muda o foco; Paulo passará seus últimos dois anos de vida, pregando somente para os gentios. Terceira lição: Não perca tempo com que conhece mais a bíblia que você! Não tente converter ninguém, é o Espírito Santo que o faz! Nós somos meros mensageiros. Se seus familiares não estão nem aí pro evangelho, pregue pros vizinhos e amigos com sua vida. Pregue para o companheiro de viagem no ônibus. Só não gaste toda a sua vida e ministério na inutilidade de pregar pra desviados! Ore, ore e ore e viva o evangelho ao máximo na sua vida. Creia e "os sinais seguirão você".

CONCLUSÃO

Caros cooperadores do evangelho, peço a gentileza de examinar novamente os escritos. Sim, algo nos passa despercebido. Paulo teve inúmeras oportunidades de não ir a Roma, de não ser julgado, de não ser maltratado e/ou sofrer todos os intempéries naturais. Poderia relacioná-los aqui, mas acredito que você já tenha pensado em algumas dessas oportunidades; passo a resposta obvia. Ele não fugiu da morte certa por alguns motivos (e todos com suas lições para nós):
·         Em Atos 23:17 o Espírito Santo lhe avisa que a ida dele à Roma tem um propósito. Irmãos, não sofremos sem razão! Como nos diz o poeta: "Que das minhas feridas saia poder pra curar..." Sofremos para aprendermos a obedecer e dependermos do Espírito Santo, e também para abençoarmos aos outros.
·         Ele precisava de tempo para escrever. Ele sabia que seu fim era próximo, e desejava abençoar as igrejas uma última vez. Queridos, estamos aproveitando corretamente nosso tempo? Você alguma vez já conversou com aquele velhinho que é membro da sua igreja já fazem mais de 30 anos? Aproveite o tempo, ninguém é eterno! Deus nos fez com prazo de validade, e creia, podemos encontrar a sabedoria também nos cabelos brancos.
·         Quem ensina e/ou prega, deve viver pelo que diz. O apóstolo Paulo nos pede para o imitarmos pois ele havia imitado a Cristo. Ele não fugiu da morte, não titubeou ante ao sofrimento, aprendeu direitinho com o mestre. Nenhum outro discípulo viveu tão intensamente o sofrimento por Jesus (dos que são narrados no NT) quanto Paulo. Se não sofrermos por causa de Jesus e de seu evangelho, como as pessoas serão alcançadas? Se não deixamos a TV desligada para orarmos e estudarmos a Palavra de Deus, como os novos convertidos e as crianças e jovens serão edificados?

Concluo transcrevendo uma frase retirada de uma mensagem de uma amada irmã a quem muito estimo, ela diz: "Só gera vida quem ama, e quem ama morre!" Irmãos, esta é a maior lição de Atos e de Paulo, para gerarmos vida em nossas igrejas, alguém precisa morrer .... que seja eu então.

Deus vos abençoe!









segunda-feira, 26 de maio de 2014

2ª Viagem Missionária de Paulo

CONSIDERAÇÕES SOBRE:

2ª VIAGEM MISSIONÁRIA DE PAULO



A 2ª Viagem missionária de Paulo é marcada por alguns pontos importantes para nossa melhor compreensão da igreja nos dias de hoje:


  • Desentendimento com Barnabé - note que o problema poderia levar a uma divisão (duas visões), só que não é isso que acontece. O que há é uma separação, a visão missionária de evangelizar e reafirmar a fé nos discípulos é plenamente cumprida (At 18:23). Não devemos permitir que nossos pontos de vista (opiniões e conceitos) pare a obra em nossa comunidade.
  • A questão Timóteo - Paulo encontra este jovem crente e aposta alto no ministério do rapaz. Contudo lhe imputa a obrigação de circuncidar-se. Por que? O apóstolo estava salvando o futuro ministério de seu aprendiz; o que ele queria não era agradar aos judeus, era evitar um embate com aqueles desejavam a todo custo reafirmar que o cristianismo era uma seita judaica. Atente para o fato que o texto diz: "Sabiam que seu pai era grego". Ou seja, se Timóteo fosse grego, Paulo nunca lhe imputaria tal proceder.
  • "O Espírito Santo lhes impediram" - Se somos cristãos (pequenos cristos) temos que ter em mente que o Espírito faz o que lhe agrada. Por isso, antes de nos metermos em qualquer projeto de nossa igreja, primeiro devemos saber o que Ele deseja que nós façamos.
  • Todo empreendimento da igreja deve ter um objetivo claro ao iniciar. Se lermos Atos 16:36 e 18:23, veremos que o Apóstolo não saiu a esmo, ou sem um plano definido. Aqui cabe uma pergunta, será que este não é um dos principais males de nossos empreendimentos dentro da casa de oração?
Esta foi algumas considerações sobre um texto básico para nós que somos do Movimento dos Irmãos e da igreja em geral. Espero que você possa ter sido abençoado.